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sexta-feira, 14 de maio de 2021

Historias de Terror Em Hospitais [8 experiências aterrorizantes]

Mais um vídeo de histórias de terror reais. Nesse vídeo você vai conhecer historias sinistras de medicos, enfermeiras e pacientes que contaram alguns eventos extremamente assustadores que aconteceram com eles em hospitais. Oito relatos de terror reais que vão fazer você repensar suas crenças sobre a vida depois da morte. Essas histórias, não aconteceram em hospitais abandonados e destruídos, mas sim, em hospitais onde vamos regularmente.
 


1.

Minha mãe trabalhava com idosos. Ela sempre descreveria a paz depois que alguém morria em um quarto, como uma 'calma sobrenatural'. No entanto, um dia, um velho entrou no hospital. Ele era um idiota, fazia comentários racistas e tratava todo mundo mal. Nenhum familiar foi vê-lo enquanto ele estava morrendo. Ele fazia as enfermeiras chorarem por diversão.

Porém, as coisas mudaram algumas horas antes de ele morrer, ele tentou ser gentil, dava para notar que ele estava muito assustado. Finalmente, quando ele faleceu, minha mãe disse que o quarto ficou escuro e as enfermeiras ficaram com medo de entrar la sozinhas. 


2.

Eu trabalhava em um hospital que transformou uma parte da unidade de internação em ala de cirurgia. À noite esse lado era trancado e ninguém ficava lá.

Várias vezes, entre 1h e 4h da manhã, os botões de chamada do paciente disparavam. Isso acontecia em quartos aleatórios, mas geralmente eram nos quartos 3 e 5 e sempre nas mesmas camas. Freqüentemente, nossa sala de armazenamento, que não usada para atendimento ao paciente há anos, tinha uma maior quantidade de botões de chamada acionados.

Não sei se eram realmente fantasmas ou uma falha elétrica. Mas isso só acontecia de noite.

Também presenciei cadeira de rodas girando no lugar e portas abrindo sem ninguém por perto. Foi definitivamente assustador trabalhar lá de noite.

3.

Eu trabalhava com pacientes com Alzheimer. Uma senhora começou a reclamar que um homem estava entrando em seu quarto à noite, como alucinações não são incomuns com esse tipo de paciente eu não dei muita atenção. Para tranquilizá-la, eu disse que ficaria vigiando o quarto durante a noite. Ela reclamou desse homem todas as noites por mais 2 semanas, quando eu pedi a ela que o descrevesse para mim.

"Ele é muito bonito e usa um terno preto. Olha ai, ele está bem atrás de você querida."

Eu quase morri de medo mas claro que não tinha ninguém atrás de mim. O que deixa essa história assustadora é que ela morreu na noite seguinte enquanto dormia.

4.

Enquanto eu  era estudante, cuidei de uma senhora que tinha insuficiência renal terminal. Um dia estávamos conversando quando ela parou, olhou por cima do meu ombro e disse "O William está aqui, tenho que ir" e parou de respirar. William era seu marido falecido.

5.

Há cerca de 2 anos, tratamos pacientes durante um surto de meningite fúngica. Nosso andar de cuidados intensivos tem 20 quartos. Durante esse período, pelo menos 10 a 15 eram pacientes com meningite, com idade variando de 20 a 90 anos. Não há quartos compartilhados e todos os pacientes ficavam isolados. Muitos deles compartilharam as mesmas alucinações, crianças nos cantos de seus quartos e alucinações auditivas de música religiosa.

Uma pessoa respondeu a esse relato e deu uma possível explicação para o acontecimento. 

Tive meningite bacteriana e tive alucinações semelhantes. Vozes de crianças falando comigo, pessoas andando pelo meu quarto olhando para mim, como se eu estivesse nu em uma estação de trem. Meu pai me garantiu que ele era o único que ficava comigo.

Esses episódios continuaram por algumas semanas depois que deixei o hospital. Eu atribuí isso aos remédios que eles estavam me dando, mas isso me afetou psicologicamente por anos.

6.

Alguns anos atras eu tive um paciente que estava morrendo em quarto em frente a minha estação de trabalho. Ele tinha uma cuidadora que ficava com ele quase 24 horas por dia. Os familiares do paciente me pediram para manter a porta do quarto fechada. Durante a noite enquanto só a cuidadora estava lá dentro a porta do quarto abriu, eu achei que ela estava vindo falar comigo mas ela nunca apareceu. Eu fui até la e fechei a porta. Alguns minutos passaram e a porta abriu de novo, dessa vez eu entrei la dentro e perguntei a ela porque ela estava abrindo a porta se a familia havia pedido para deixar fechada. Ela arregalou o olho e disse que não tinha levantado da cama dela e achava que eu estava abrindo a porta. Nós decidimos deixar a porta aberta. O paciente faleceu antes de amanhecer. Isso me deixou com medo de trabalhar de noite por um bom tempo.

7.

Eu não sou médico mas fui paciente e tinha sido internado no hospital por pancreatitis. Qualquer pessoa que já passou por isso sabe que é muito doloroso e o único tratamento é o controle da dor e o cuidado de não desidratar porque não pode comer nem beber nada.

Eu acordei porque ouvi uma menina claramente dizer ... "NÃO, não faz isso" bem no meu ouvido direito. Eu imediatamente pensei que era uma enfermeira ou um técnico vindo para medir meus sinais vitais de novo. Não tinha ninguém no quarto. Então eu ouvi o que parecia ser uma conversa com aquela mesma voz de menina e um homem. Eles estava sussurrando e eu não conseguia entender o que estava sendo dito. A conversa veio diretamente atrás da minha cabeça, onde o aparelho de pressão arterial e a válvula de oxigênio ficavam.  Também eu pedia para deixar a porta fechada para abafar o barulho dos corredores. Porém, a esta hora da noite, geralmente o hospital é bem silencioso.

Talvez foi uma alucinação auditiva causada pelos analgésicos. Não tenho certeza. Tenho pancreatite crônica e fiquei no hospital 9 vezes por causa disso. Mas nada igual voltou a acontecer comigo nas outras vezes.

8.

Bom essa história pode não ser paranormal porque ela aconteceu em um hospital psiquiatrico onde eu ficava internado, mas realmente mexeu comigo e outros pacientes. Eu vi muita coisa estranha lá mas a pior foi depois da noite de filme que era realizada no refeitório, três de nós passamos pela sala de TV com uma enfermeira. Uma paciente estava na sala e a enfermeira colocou a cabeça para ver quem era.

Uma mulher estava arranhando a caixa de acrílico em que a TV ficava trancada. A sala estava bem escura. A enfermeira perguntou se ela precisava de ajuda, a mulher não disse nada e continuou arranhando o acrilico. Todos nós tínhamos entrado na sala neste momento e ficamos assistindo a cena. A enfermeira perguntou novamente se ela precisava de ajuda. E a mulher começou a gritar em um idioma que eu não reconheci e arranhava o acrilico a ponto de suas unhas sangrar.

A enfermeira começou a pedir socorro e a tentar nos tirar da sala quando a mulher se virou para nós e gritou: "Ele esta vindo comer suas entranhas esta noite. Todos vocês! Ele vai assar sua pele em sua fogueira".

Eu sai correndo para o estação das enfermeiras. Os outros dois pacientes foram para seus quartos e toda a equipe correu para a sala de TV para conter a mulher.

Eu estava tão agitado que praticamente implorei às enfermeiras que me colocassem em um quarto onde eles verificam o paciente a cada cinco minutos e nessa época eu já estava bem avançado no tratamento mas queria ter certeza de que eu não ia me machucar . Eles tentaram me acalmar e me disseram que a mulher estava tendo seus remédios ajustados e sendo transferida para outro piso.

Eu não a vi novamente pelo resto da minha estadia.

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